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Forte do Bom Sucesso

A zona ribeirinha de Belém sofreu um reforço do seu sistema defensivo na segunda metade do séc. XVIII. A Torre de Belém havia perdido o seu valor estratégico devido aos avanços operados no uso da artilharia dos navios de guerra e tornava-se necessária a construção de um baluarte, em conformidade com as técnicas modernas. 

Em 1780 inicia-se a construção do forte, com projecto do engenheiro e general francês Vallerée (segundo o sistema do marquês de Montalembert); o mesmo ficava ligado à Torre de Belém por meio de um passadiço. 

Durante a ocupação francesa, em 1808, o general Junot determina que a bateria seja ligada à Torre de Belém por uma bateria corrida, chamada Bateria Nova do Bom Sucesso ou do Flanco Esquerdo. 

O forte sofreu diversos restauros devido à acção destrutiva das marés. Em 1870 dá-se início aos trabalhos de construção da nova bateria (com capacidade para 45 bocas de fogo, 30 nas casamatas e 15 a barbeta), tendo por base o projecto do capitão de engenharia Domingos Pinheiro Borges e sob a orientação do brigadeiro graduado Filipe Folque, seguindo em parte o sistema do general Gribauval. As obras são concluídas em 1874 sendo acrescentados, em 1876, plataformas e paióis. 

O Forte do Bom Sucesso vai perder a sua importância militar a partir da primeira metade do séc. XX. Em 1992 é construído, no seu espaço fronteiro, o Monumento aos Combatentes do Ultramar (segundo projecto do arquitecto Guedes de Carvalho), por iniciativa da Liga dos Combatentes. 

Bibl.: “Belém” de Isabel Corrêa da Silva e Miguel Metelo de Seixas, ed. Junta de Freguesia de Sta. Maria de Belém, 2000

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